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Desintoxicação e Terapia são os tratamentos mais indicados para enfrentar a dependência química

O complexo de situações que envolvem o uso de drogas foi avaliado e pode ser conferido pela pesquisa realizada pela fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto Nacional do Câncer (INCA) e pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. A pesquisa faz uma avaliação do perfil do usuário de drogas no Brasil com idade entre 12 e 65 anos. Esse estudo que traça um panorama da realidade dos usuários de drogas no país, colabora para a sistematização e criação de estratégias que possam interferir nessa questão de maneira mais eficiente. O intuito é diminuir os impactos causados na saúde individual e coletiva da população.


O perfil pesquisado aponta a relação que o usuário tem com a substância, como: a identificação da quantidade, da necessidade ou mesmo se o consumo engloba mais de uma adição.


www.arca.fiocruz.br/handle/icict/34614


Somente com o investimento em pesquisas é possível avançar no caminho de conscientização das drogas e diminuir os impactos causados pelo seu uso na saúde da população.


Hoje sabe-se que para cada droga há um tipo específico de tratamento, assim como também é preciso tratar com individualidade cada caso, porque a maneira de relação com a droga se diferencia entre seus usuários. Qual então seria o caminho para conduzir ao tratamento?


Aceitação


Aceitar que se desenvolveu dependência química é o primeiro passo para pedir a ajuda. O processo de aceitação não é fácil nem para o doente, nem para familiares que, muitas vezes, fecham os olhos quando percebem que algo não está bem ou mesmo acreditam ser uma fase que irá passar. Qualquer atitude tomada na tentativa de frear o uso de drogas seja pelo próprio usuário ou alguém que esteja vivenciando a problemática ao seu lado, causará profunda frustração pois, a doença só é possível de ser tratada por meio de protocolos individuas e conduzidas por profissionais da área da Saúde!

Daí a importância de se procurar a ajuda correta. O tratamento deve ser feito por uma equipe especializada que dará o suporte necessário para enfrentar o vício. Nesse primeiro processo a família pode não perceber, mas também está exausta e adoecida e precisará de apoio tanto quanto o doente.


Desintoxicação


O organismo de uma pessoa usuária de drogas apresenta um alto nível de toxidade que compromete suas funções metabólicas. Esse estado influencia também no equilíbrio das emoções e impede que o dependente químico tenha clareza de si mesmo e da própria doença.


A desintoxicação aguda pode levar de 20 a 45 dias e é fundamental para enfrentar a abstinência. Ao atravessar essa fase, o dependente químico ainda tem um longo caminho pela frente, porém estará mais receptivo aos outros tratamentos. Essa ação inicial contribui para que a terapia exerça sua função de reestabelecer as emoções que, a princípio, são confusas e muito instáveis.


Uma avaliação criteriosa é realizada para se montar uma estratégia de enfrentamento da doença. O processo passa por uma avaliação onde é identificado o tipo de droga que está danificando o organismo, a forma de uso, sua quantidade e a relação que este paciente desenvolveu com a substância. Todos esses aspectos irão direcionar a equipe multidisciplinar composta por psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, terapeuta ocupacional, nutricionista, entre outros, para a ação de combate ao vício.


Há uso de medicamentos no tratamento?

Sim, e essa é feita de acordo com cada caso e necessita ser monitorada a fim de evitar que o paciente exceda doses ou as deixe de tomar. O organismo intoxicado inibi o efeito de alguns medicamentos que são utilizados para amenizar os sintomas da abstinência como as dores de cabeça, dores no corpo, crises de ansiedade que geram irritabilidade e mau humor.


Veja alguns medicamentos utilizados no processo de abstinência e que ajudam a atravessar o período conhecido como fissura – que significa as reações orgânicas diante da ausência da droga.


  • Maconha: Fluoxetina e Buspirona, que tentam reduzir os sintomas de abstinência.

  • Cocaína: Topiramato e Modafinil, por exemplo, embora existam vários medicamentos que podem ser usados.

  • Crack: Risperidona, Topiramato ou Modafinil, que tentam amenizar os sintomas de abstinência.

  • Heroína: Metadona e Naloxona, que atuam no cérebro alterando o sistema de recompensa e prazer.


Além desses, é comum que sejam indicados outros remédios antibióticos e antivirais para combater os problemas de saúde que o usuário possa ter.

Por isso a internação se faz importante nesse período de adaptação. Os profissionais irão ajustar e adequar o tratamento e, se necessário, substituir aquele que o organismo criou resistência.


É preciso ficar claro que os remédios são um suporte para o tratamento, principalmente no momento inicial em que os sintomas de abstinência são agudos. No entanto, eles não irão acabar com a dependência, fosse assim, praticamente todos os casos seriam curados somente com medicamentos. A doença é considerada grave e mesmo que o paciente adote uma mudança do estilo de vida e permaneça longe do cenário das drogas, ele irá ter que aceitar que essa luta é continua. Todo o processo requer apoio psicológico para trabalhar as emoções que hora apresentam quadros ou de ansiedade ou depressão e podem assim desencadear uma recaída.


Todo dependente está sujeito a recaídas. Mas a maioria dos que cumpriram o tratamento se mostraram mais conscientes dos processos que podem acontecer quando se reinserirem na sociedade e na família. O mais importante, neste caso, é ele procurar o caminho de volta e retornar ao centro de reabilitação.


Principais fatores que dificultam e fatores que facilitam a adesão ao tratamento


  1. Os pacientes que se internam com alguma intervenção, pressão familiar e de amigos, comorbidades clínica ou ordens judiciais, geralmente não aderem ao tratamento e abandonam.

  2. Quando o paciente chega à clínica por reconhecer que está doente e que precisa de ajuda, este tem maior chances de conseguir êxito e abandonar o uso.

  3. A motivação deve vir do próprio paciente e das pessoas que estão a sua volta. Quando a família incentiva e apoia a decisão do tratamento e adota posturas de mudança para ajudá-lo a enfrentar o vício, este encontra apoio e se fortalece.

  4. O paciente já tem problemas de relações de forma geral por apresentar comportamentos, devido ao uso se drogas, que não se adaptam a vida cotidiana. É muito importante que ele se sinta acolhido pelos profissionais que vão tratá-lo. Esse vínculo entre paciente e equipe é fundamental para se criar confiança.

  5. A adesão ao tratamento é um processo multicausal e está intrinsicamente ligada aos determinantes biológicos, comportamentais e socioeconômicos, assim como no que diz respeito ao serviço de tratamento.


O grupo R Mattos conta com uma equipe especializada em um ambiente acolhedor para oferecer tratamento, cuidado, dedicação e amor no enfrentamento da dependência química.

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